Digital Evidence Summit debate validade jurídica de provas digitais no Cubo Itaú

Digital Evidence Summit debate validade jurídica de provas digitais e riscos de deepfakes no Cubo Itaú

A rápida disseminação da inteligência artificial generativa e o aumento da manipulação de conteúdos digitais intensificaram o debate sobre a confiabilidade das evidências jurídicas colhidas na internet. Diante desse cenário, a Verifact promove, no próximo dia 12 de agosto de 2026, o Digital Evidence Summit 2026, no Cubo Itaú, em São Paulo. O encontro reunirá especialistas do Direito, inteligência policial, perícia técnica e compliance para discutir metodologias de captura e preservação da cadeia de custódia de dados digitais frente ao avanço das técnicas de deepfake e fraudes virtuais.

Voltado a departamentos jurídicos, investigadores e profissionais de tecnologia, o fórum abordará o rigor técnico necessário para garantir a aceitação de provas coletadas na web junto aos tribunais brasileiros. A validação de evidências precisa seguir padrões previstos na legislação, como a Lei nº 13.964/2019 (Pacote Anticrime) e normas de forense digital como a NBR ISO/IEC 27037, evitando contaminações ou nulidades em processos cíveis, trabalhistas e penais.

Painéis técnicos e presença de instituições regulatórias

A abertura do ciclo de palestras será conduzida por Regina Acutu, fundadora e CEO da Verifact, com foco na coleta técnica auditável. Em seguida, Winícius Ferraz Neres, coordenador de Investigação em Evidências Digitais do Ministério Público Federal (MPF), apresentará o contraste entre a extração informal de conteúdos na web e sua validade formal no processo penal. O evento contará também com exposições de Andressa Barros, CEO da Fragata & Antunes Advogados, e de Renan Cavalheiro, fundador da Academia de Forense Digital e diretor da STWBrasil. O encerramento ficará a cargo de Dalila Pinheiro, coordenadora jurídica e DPO do Escavador.

A programação foi elaborada para discutir casos práticos sobre investigações corporativas internas e gestão de risco cibernético, enfatizando a importância do isolamento de ambiente técnico no momento da captura da evidência digital para impedir alegações de adulteração do material probatório.

Painelista / Representante Instituição / Empresa Tema Central da Apresentação
Regina Acutu Verifact A importância da coleta de prova digital confiável
Winícius Ferraz Neres MPF Prova digital extraída da Web e validade jurídica no processo penal
Andressa Barros Fragata & Antunes Advogados Evidências digitais aplicadas ao jurídico e aceitação nos tribunais
Renan Cavalheiro Academia de Forense Digital / STWBrasil Preservação de provas em resposta a incidentes
Dalila Pinheiro Escavador A era da confiança: IA, deepfakes e o futuro da confiança digital

Inovações em forense digital e segurança de dados

Fundada em 2019, a verifact.com.br desenvolveu uma plataforma voltada à captura auditável de conteúdos hospedados na internet, incluindo trocas de mensagens em aplicativos, publicações em redes sociais e e-mails. A tecnologia opera em um ambiente controlado que registra o histórico técnico e gera laudos com hash criptográfico, assegurando o cumprimento dos requisitos legais de preservação de provas.

O evento presencial disponibilizará 120 vagas gratuitas com foco em articulação setorial no ecossistema do Cubo Itaú, além de transmissão online para inscritos em âmbito nacional através do canal oficial de transmissão do fórum.

Análise Brasil Inovador

A proliferação de ferramentas de inteligência artificial capazes de clonar voz, sintetizar imagens e adulterar documentos em tempo real coloca em xeque os métodos tradicionais de constatação documental no sistema judiciário. Nesse contexto, a validação de evidências digitais deixa de ser uma mera etapa procedimental para se tornar o pilar central da segurança jurídica nas relações corporativas e contratuais. A convergência entre marcos regulatórios rigorosos e infraestruturas tecnológicas de custódia criptográfica abre espaço para a consolidação de um novo segmento de mercado voltado à confiança digital. A médio e longo prazo, a adoção em larga escala de plataformas auditáveis de provas não apenas reduz a assimetria informativa em litígios, mas também impulsiona a maturidade do ecossistema de inovação ao estabelecer padrões éticos e técnicos para a governança de dados no país.

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