Banco do Brasil registra lucro líquido de R$ 3,9 bi com alta de 3,3%

Banco do Brasil

O Banco do Brasil registrou um lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, representando um avanço de 3,3% em comparação ao mesmo período de 2025 e uma elevação de 13,9% frente ao primeiro trimestre deste ano. O resultado financeiro apurado ao encerramento de junho reflete a capacidade de geração de receitas da instituição e a expansão de sua carteira de crédito expandida, que ultrapassou a marca de R$ 1,3 trilhão. A margem financeira bruta acumulou crescimento anual de 9,6%, enquanto o retorno sobre o patrimônio líquido (RSPL) atingiu 8,3% no período.

O desempenho operacional do trimestre apoia-se no relacionamento com a base de clientes e no ganho de eficiência em diferentes segmentos de negócios. A margem financeira bruta atingiu R$ 27,5 bilhões no segundo trimestre, com ligeira alta de 0,2% na comparação trimestral e expansão de 9,6% em 12 meses. O avanço da margem foi impulsionado pelas receitas de operações de crédito, com ênfase nas carteiras voltadas a pessoas físicas.

Desempenho operacional e receitas de serviços

As receitas de prestação de serviços somaram R$ 9,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, o que representa uma elevação de 3,4% na comparação com o primeiro trimestre do mesmo ano. O desempenho das tarifas foi impulsionado pela expansão de linhas estratégicas de negócios:

  • Administração de Fundos: Crescimento de 6,3% em relação ao trimestre anterior.

  • Serviços de Conta Corrente: Incremento de 7,6% no mesmo período comparativo.

  • Operações de Crédito e Garantias: Elevação de 4,7% no volume de tarifas geradas.

As despesas administrativas totalizaram R$ 10,1 bilhões entre abril e junho de 2026, registrando variação positiva de 0,6% frente ao primeiro trimestre do ano e de 4,1% na comparação com o segundo trimestre de 2025. O controle de custos permaneceu alinhado aos aportes contínuos em capacitação de pessoal e atualização tecnológica.

Indicador Financeiro 2T26 Variação Trimestral (vs 1T26) Variação Anual (vs 2T25)
Lucro Líquido Ajustado R$ 3,9 bilhões +13,9% +3,3%
Margem Financeira Bruta R$ 27,5 bilhões +0,2% +9,6%
Receitas de Prestação de Serviços R$ 9,1 bilhões +3,4%
Despesas Administrativas R$ 10,1 bilhões +0,6% +4,1%
Retorno sobre o Patrimônio Líquido (RSPL) 8,3%
Carteira de Crédito Expandida R$ 1,3 trilhão +0,6% +1,5%

Dinâmica das carteiras de crédito e negócios sustentáveis

A carteira de crédito expandida encerrou o mês de junho de 2026 em R$ 1,3 trilhão, apresentando alta de 0,6% no trimestre e de 1,5% no acumulado de 12 meses. No segmento de pessoas físicas, o saldo total atingiu R$ 357,6 bilhões, registrando expansão de 4,4% na comparação anual, apesar de uma retração de 1,2% em relação a março de 2026. Dentro dessa divisão, o crédito consignado avançou 5,8% em 12 meses, sustentado pelo volume das operações do Crédito do Trabalhador, que somaram R$ 15,7 bilhões.

A carteira direcionada a pessoas jurídicas encerrou o período com R$ 456,2 bilhões, alta de 1,6% no trimestre e queda de 2,5% em 12 meses. O desempenho do segmento de empresas teve como destaque as linhas operadas via Pronampe e PEAC FGI, que juntas alcançaram saldo de R$ 40,0 bilhões em junho de 2026, representando um crescimento de 5,8% no trimestre e de 31,7% em um ano.

No agronegócio, o saldo de crédito atingiu R$ 421,6 bilhões, com crescimento de 0,8% frente a março de 2026 e de 4,1% em 12 meses. A contratação de operações vinculadas a garantias de alienação fiduciária alcançou 70% do total na Safra 25/26. A carteira de crédito sustentável encerrou o semestre em R$ 431,5 bilhões, com expansão de 2,5% no trimestre e de 8,8% em 12 meses, direcionando recursos para projetos de energia renovável, agricultura de baixo carbono e infraestrutura sustentável.

Gestão de riscos e solidez patrimonial

O custo do crédito atingiu R$ 18,5 bilhões no segundo trimestre de 2026, registrando redução de 2,1% na comparação com o trimestre anterior. O índice de inadimplência para operações vencidas há mais de 90 dias situou-se em 5,61% ao final de junho.

Na estrutura de capital, o índice de capital principal fechou o período em 11,27%, enquanto o Índice de Basileia encerrou o mês de junho em 13,91%, mantendo o conglomerado financeiro em patamares confortáveis de solvência regulatória.

Paralelamente aos dados operacionais, a instituição foi reconhecida internacionalmente como Banco do Ano pela consultoria Celent no prêmio Model Bank. O julgamento avaliou 115 instituições financeiras globais, destacando a aplicação operacional de inteligência artificial e análise avançada de dados na personalização do atendimento e na eficiência de processos.

Análise Brasil Inovador

A capacidade do Banco do Brasil de sustentar margens operacionais elevadas e expandir sua carteira de crédito em setores estratégicos como agronegócio, PMEs e finanças sustentáveis evidencia o papel central das grandes instituições financeiras na manutenção da liquidez do mercado brasileiro. A redução do custo de crédito combinada a níveis adequados de capitalização reforça a resiliência do sistema financeiro nacional frente às flutuações macroeconômicas. A incorporação intensiva de inteligência artificial e análise de dados em escala não apenas otimiza o gerenciamento de risco e a eficiência administrativa, mas estabelece novos referenciais competitivos para a transformação digital no setor bancário. A médio e longo prazo, a canalização contínua de recursos para a carteira sustentável deve consolidar o mercado de crédito como um indutor de transição ecológica e inovação produtiva para as empresas brasileiras.

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